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Iluminação: escolha a certa para 5 divisões da casa

Para que o lar fique confortável, cada divisão deve ter uma iluminação distinta. Saiba como iluminar salas, quartos e cozinhas.

 

Existe uma grande variedade de opções de iluminação que podem ajudar a criar o ambiente pretendido. Pontos de iluminação fixos (para suspender, para fixar, ou candeeiros de pé ou de mesa), combinados, podem criar uma atmosfera pontuada de destaques ou delimitar zonas destinadas a alguma atividade.

1. Sala de estar: criar um ambiente acolhedor

A sala de estar pode ser o maior desafio, pois, teoricamente, é também o local da casa onde se passa mais tempo e em que se desenrolam diferentes tipos de ações. Os interesses são distintos: há quem possa gostar de ler ou de tricotar, outros preferem ver televisão. Poderá ser o sítio em que os jogos de tabuleiro ganham vida. Quando há visitas, as exigências de iluminação são outras.

Quaisquer que sejam as dimensões da sala, deverão existir diferentes fontes de iluminação, que possam ser combinadas, modificadas ou reguladas de acordo com as atividades em curso.

A luz deve ser suave, relativamente fraca e indireta, tornando o espaço mais acolhedor e versátil. Esta luz deverá ser combinada com pontos de iluminação direta sobre zonas específicas.

Caso a sua sala não tenha teto falso, a iluminação indireta pode ser instalada sobre sancas ou cornijas, escondendo lâmpadas fluorescentes ou LED. As cornijas devem ser montadas a 20 ou 30 centímetros do teto, para que este pareça mais alto e reflita a luz, doce, sem sombras, aquecendo o ambiente.

Se tem teto falso, poderá deixar, no perímetro da sala, espaço suficiente (15/20 centímetros) para dispor algumas lâmpadas. Deste modo, o teto falso, agora saliente, não é iluminado, sendo as paredes a refletir luz. Aproveite este espaço como “caixa” para os cortinados, dissimulando a iluminação. Com este método, os limites da sala são iluminados, tendo, neste caso, o efeito de rebaixamento visual do teto.

Para uma iluminação pontual, pode optar por candeeiros de pé ou de mesa. A luz direta pode servir para o espaço de leitura ou de jogos, ou, caso a sala de estar integre também sala de jantar, a zona de refeições.

Não dispense uma luz que parta do chão e incida no teto. Esta iluminação, escondida, produz efeitos agradáveis, em especial se o pé-direito for maior do que o habitual.

2. Espaço para refeições: para favorecer o bem-estar

Uma boa iluminação do espaço para refeições incide sobre a mesa e não sobre os ocupantes. Ninguém gosta de ser brindado com luz diretamente nos olhos ou sobre a cabeça. Se o ponto de luz for muito alto, acentuará as imperfeições do rosto. No entanto, se a luz for projetada sobre a mesa, ilumina os rostos de baixo para cima, atenuando as suas irregularidades e tornando o traços mais suaves.

Pode optar por ter um candeeiro a 60 centímetros do tampo da mesa, utilizar candeeiros de pé, uma calha fixa no teto ou um projetor, cuja largura do feixe incida apenas sobre a superfície da mesa.

Quando a mesa é comprida, deve instalar iluminação em profundidade emitida por dois ou três candeeiros.

3. Quartos: ler sem perturbar quem dorme

No quarto, a iluminação deve também ser variada, mas mais simples do que a da sala. A iluminação geral pode ser feita através de apliques ou projetores de teto, sem esquecer de iluminar os roupeiros, cómodas e outros espaços de arrumação.

Uma solução para os espaços de arrumação pode ser um dispositivo que se ligue automaticamente quando abrir a porta de cada armário.

Os outros pontos de iluminação indispensáveis são nas cabeceiras da cama. Pode escolher os tradicionais pequenos candeeiros postos sobre as mesas de cabeceira, mas esta opção é frequentemente má, porque está colocada num plano muito baixo.

A iluminação ideal deverá situar-se à altura dos olhos, ou um pouco mais acima, a dez centímetros do lado esquerdo ou direito da cabeça, e tão para trás quanto possível.

Este efeito pode ser conseguido com candeeiros de cabeceira mais elevados do que o habitual ou por apliques orientáveis. Os apliques, um de cada lado da cama, devem ter os seus próprios interruptores. O feixe de luz deverá ser suficiente para a leitura, sem incomodar a pessoa eventualmente a dormir a seu lado. 

4. Quarto das crianças: tranquilidade e concentração

A iluminação do quarto das crianças deverá ser muito suave, para evitar contrastes luminosos que provocam cansaço visual. Um reóstato, dispositivo que permite variar a intensidade da luz emitida pelos aparelhos a que está ligado, é adequado para o efeito, mas longe do alcance dos mais pequenos. A zona de estudo deverá ser iluminada com mais intensidade, por exemplo, com candeeiros de mesa concebidos para o efeito.

5. Cozinha: comida bem iluminada

Na cozinha, a iluminação deverá ser geral e também pontual. A iluminação pontual deve incidir sobre os planos de trabalho em que são confecionados os alimentos ou consumidas as refeições. Tire partido de lâmpadas fluorescentes ou LED, pois podem ser fixadas sob os armários suspensos, ficando escondidas. Com este tipo de iluminação, os armários não sobreaquecem, como aconteceria com lâmpadas incandescentes.

A luz das lâmpadas “brancas quentes” é agradável para a iluminação geral da cozinha.

As boas-vindas a quem chega: vestíbulo e corredores

Não sendo propriamente divisões, a iluminação desta áreas de circulação da casa não deixa de ser importante. O vestíbulo e os corredores precisam de uma iluminação geral, ligeiramente mais fraca do que a das divisões principais.

Pode optar por projetores para destacar um objeto (quadro, plantas). Já a iluminação geral deve ser suave e alegrada pelos pontos focados pelos projetores.