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Preços das casas continuam a subir no segundo trimestre de 2023

Os preços das habitações continuaram a subir no segundo trimestre de 2023, mas o número de casas vendidas desceu. Conheça as conclusões do INE.

 

No segundo trimestre de 2023, o preço das casas, traduzido pelo Índice de Preços da Habitação, aumentou 8,7 por cento, face ao período homólogo, crescimento este que foi igual ao do trimestre anterior. Os preços das habitações têm vindo a aumentar, a um ritmo constante, desde o início de 2023. Estes são dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Em relação ao trimestre anterior, o Índice de Preços da Habitação aumentou 3,1 por cento. Por categoria, os preços dos alojamentos existentes aumentaram 3,2%, mais 0,4% do que nos alojamentos novos. 

De abril a junho de 2023, as habitações existentes registaram uma taxa de variação de preços de 11,4%, percentagem superior à das habitações novas (7,3 por cento). 

Menos casas transacionadas no segundo trimestre do ano 

De acordo com os dados do INE, no segundo trimestre de 2023, foram transacionadas 33 624 habitações. Isto significa que se vendeu menos 22,9% das habitações, comparando com o período homólogo de 2022, e menos 869 casas do que no primeiro trimestre de 2023. 

Há quatro trimestres consecutivos que o número de transações apresenta uma taxa de variação negativa (-2,8%, -16%, -20,8% e –22,9 por cento). Ou seja, vendem-se cada vez menos casas.  

Do total das transações, 6970 dizem respeito a habitações novas (menos 8,3% face ao primeiro trimestre de 2022). Já as vendas das habitações existentes são 79,8% do total de transações (27 523 unidades), menos 23,4%, comparando com os valores dos primeiros três meses de 2022. 

Tal como garante o INE, “o número de transações diminuiu 2,5% entre o 1.º e o 2.º trimestre de 2023 (-10,5% no trimestre anterior)”. Neste período, a redução no número de transações foi mais expressiva no caso das habitações existentes (-2,6%), por comparação com as habitações novas (-2,1 por cento). 

São as famílias quem compra mais casas (28 2732 habitações, no segundo trimestre de 2023): quase nove em cada dez habitações são compradas por agregados familiares. Ainda assim, registou-se, no segundo semestre de 2023, uma redução de 24,7%, face ao período homólogo, e uma taxa de variação de menos 1,9% relativamente ao trimestre anterior. O valor das habitações compradas por famílias foi, nestes primeiros três meses, de 5,8 mil milhões de euros, o que representa 83,8% do total, a percentagem mais baixa desde o primeiro trimestre de 2020. 

Cada vez menos compradores portugueses 

São 31 089 as casas compradas por pessoas com domicílio fiscal no território Nacional, entre abril e junho de 2023, menos 2,8% face ao trimestre anterior. Numa perpetiva global, este número representa 92,8% do total de casas vendidas. No entanto, a percentagem tem vindo a cair. Nos primeiros três meses de 2023, o número de habitações compradas por residentes em Portugal desceu 23,8%, face ao período homólogo.  

Já os compradores estrangeiros, com domicílio fiscal fora do território nacional, compraram 2535 alojamentos no segundo trimestre. 

Mais casas vendidas em Lisboa 

No segundo trimestre de 2023, foram transacionadas 9696 habitações na Área Metropolitana de Lisboa (28,8% do total de vendas), menos 1,8 pontos percentuais, em termos homólogos. As regiões Norte (9628) e Centro (7489) foram as únicas regiões que registaram uma subida no número de habitações vendidas: mais 1,2 e 1,6 pontos percentuais, respetivamente.  

O Alentejo e a Região Autónoma da Madeira, com 2537 e 795 vendas, respetivamente, registaram uma redução homóloga de 0,1 por cento. E, no Algarve, venderam-se 2946 habitações, menos 0,8%, face ao período homólogo.  

Já na Região Autónoma dos Açores, contabilizaram-se 533 transações, representando, assim, 1,7% do total de vendas (sem alteração face à percentagem de 2022).

Em relação ao valor das transações, entre janeiro e março de 2023, a Área Metropolitana de Lisboa registou 42,5% do valor total das vendas de habitações. O Norte surge em segundo lugar, com 23,1% desse total. Verificaram-se, assim, aumentos homólogos nas respetivas quotas regionais: 0,5 e 0,8 pontos percentuais.