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Centeno prevê aumento das famílias com taxa de esforço superior a 50%

No final de 2023, serão cerca de 70 mil famílias com taxa de esforço do crédito à habitação superior a 50%, prevê o governador do Banco de Portugal.

 

Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, partilhou recentemente, na análise anual habitual, a sua visão sobre as políticas a seguir e os desafios económicos do País e da zona euro. 

Segundo Centeno, a economia portuguesa destaca-se positivamente das economias europeias, apresentando “contas públicas entre as mais equilibradas”, endividamento público e privado numa trajetória de redução e um sistema financeiro estável. No entanto, a inflação e o abrandamento da economia têm exigido especial atenção, levando a uma “encruzilhada de políticas”.

No que à habitação diz respeito, o governador do Banco de Portugal não se mostrou muito otimista, assumindo que, no final de 2023, o número de famílias com uma taxa de esforço acima dos 50% irá aumentar para cerca de 70 mil, mais cerca de 24 mil famílias do que em 2022. Isto significa que vão existir mais famílias com as despesas do serviço do crédito à habitação permanente superiores a 50% do seu rendimento final.

Numa situação financeira saudável, esta taxa de esforço não deveria ser superior a 35 por cento.

A justificação para este aumento pode estar relacionada com a subida das taxas de juro do crédito à habitação ou, eventualmente, uma quebra dos rendimentos.

Saiba qual é o crédito à habitação mais barato em setembro.